Assim como muitos de nossos colegas professores e talvez até você mesmo eu também repetia mental e vocalmente a frase “eu sou professor, não sou vendedor” à exaustão.

Me lembro muito bem de uma reunião de equipe em uma das escolas que trabalhei quando o coordenador comercial da escola responsabilizava, entre outros motivos, também os professores pelo baixo número de novas matrículas.

Pensei comigo: WHAAATT??!!!

Como assim??? Eu sou da área pedagógica e você vem me dizer que sou responsável por vender curso??? Isso é responsabilidade da equipe comercial e não tenho nada com isso!!! Afinal de contas, eu sou professor, não sou vendedor!!! Detesto vender!!!

Claro, eu nunca havia vendido nem balinha no colégio, mas “já sabia” que detestava, assim como hoje “tenho certeza” que detestarei comer caranguejo… [irony detected]

Alguns anos depois me vi numa franquia onde os professores eram incentivados (não forçados) a fazer treinamentos de vendas e como quem não quer nada, acabei participando de um deles.

Admito que achei interessante, apesar de que ainda não me via executando aquela função. Aprender sobre teorias como oceano azul e vermelho e cauda longa fizeram muito sentido naquele momento.

Passei 1 ano dando aulas naquela escola quando resolvi arriscar essas tais vendas e tive um suporte bem legal, com um treinador de vendedores me acompanhando no planejamento e visitas aos potenciais clientes. Foi uma experiência bem parecida como quando temos um coordenador pedagógico acompanhando as primeiras aulas.

Foi nessa época que comecei a identificar como bons professores e bons vendedores têm muitas semelhanças em suas funções.

Pois é, você ainda duvida e está se frustrando porque já passamos de 250 palavras no texto e você ainda não viu semelhança nenhuma, certo?

Então vou te mostrar tudo em uma tabela só, que é para ficar bem visualmente compreensível como um professor de idiomas se assemelha a um vendedor de curso de idiomas:

o professor é o melhor vendedor2

Observe que as ações são muito parecidas, quando não idênticas, mudando apenas o cliente que para o professor é chamado de “aluno” e para o vendedor é chamado de “potencial cliente”.

Claro que sou muito suspeito para falar, já que hoje tenho um curso de Marketing e Vendas voltado apenas para professores de idiomas, mas a criação desse curso se deu exatamente pela união entre a necessidade do professor particular de conseguir seus próprios alunos e a facilidade em tornar um bom professor um também bom vendedor.

Se você é ou quer se tornar um professor autônomo precisa obrigatoriamente compreender que terá funções não-pedagógicas, como administrar seu próprio negócio, entender minimamente sobre leis e contratos, matemática financeiro e ter boas habilidades de marketing e vendas.

Essas habilidades não são opcionais e nem dá para dar um “jeitinho brasileiro”, já que sem isso você não terá alunos!

Sabe qual é a maior característica da venda? Lembre-se disso:

VENDA É RELACIONAMENTO!

Não há como vender algo se o comprador não confia no vendedor. Quanto mais você se relaciona, quanto mais você explica como é uma aula de inglês e como funciona o seu trabalho para um (des)conhecido em qualquer lugar (festa, igreja, fila do supermercado), mais relacionamentos você está desenvolvendo e, preciso dizer, mais vendas está concretizando!
Ah! Para finalizar, o que você acha: A foto de capa deste texto mostra uma professora executiva ou uma vendedora?

Resposta: essa mesma imagem aprece no Google Imagens quando se pesquisa separadamente por ambos os termos “executive teacher” ou “vendedora”!

Vinicius Diamantino
Opa, tudo joia? Meu nome é Vinicius Diamantino, eu sou o fundador da DeProfPraProf, Professor de Inglês há mais de 10 anos, Master Coach e Treinador de Professores, criador do blog www.deprofpraprof.com.br e de vários cursos para professores particulares. Fique à vontade para entrar em contato comigo pelo contato@deprofpraprof.com.br! 😉