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Quando falamos sobre diversidade em educação nos remetemos a ideia de dar oportunidades a todos os alunos de acesso e permanência na escola, com as mesmas igualdades de condições, respeitando as diferenças. Ao se abordar a questão das diferenças ou diversidades, não se remete somente às minorias ou às crianças com necessidades especiais. É muito mais amplo, pois todos nós seres humanos somos únicos, portanto diferentes uns dos outros. Tal fato trata-se de denominar como diversidade as diferentes condições étnicas e culturais, as desigualdades socioeconômicas, as relações discriminatórias e excludentes presentes em nossas escolas e que compõem os diversos grupos sociais.

A escola e, em particular, a sala de aula, é um lugar privilegiado para se promover a cultura de reconhecimento da pluralidade das identidades e dos comportamentos relativos a diferenças.  Da mesma maneira, como espaço de construção de conhecimento e de desenvolvimento do espírito crítico, onde se formam sujeitos, corpos e identidades, a escola torna-se uma referência para o reconhecimento, respeito, acolhimento, diálogo e convívio com a diversidade.

Uma escola inclusiva é aquela escola que “inclui a todos, que reconhece a diversidade e não tem preconceito contra as diferenças, que atende às necessidades de cada um e que promove a aprendizagem.”

 Como as diferenças culturais são trabalhadas na escola e na sala de aula

Nas salas de aula, em diferentes níveis de escolarização, há sujeitos de múltiplas identidades. Os professores precisam garantir uma educação multicultural, que tem como princípio o respeito, e a convivência com as diferenças.

É claro que haverá dificuldades de socialização no início mas cabe ao professor e a escola, minimizar esse período, fazendo com que o aluno sinta orgulho de sua origem e assim, parte do processo educativo, que sinta que é um indivíduo diferente sim, mas que isso só traz riqueza e diversidade para o ambiente escolar, quando há o compartilhamento e troca de culturas.

Dentro da sala de aula é necessário que o professor facilite o processo de identificação de diferenças, e propicie a interação e a troca entre as partes. Seria o multiculturalismo e interculturalismo combinados.

O professor muitas vezes não se sente preparado o suficiente, ou não tem conhecimentos suficientes para permitir tais trocas, o que gera desconforto, insegurança e medo do desconhecido, fazendo com que se apoie nos modelos mais tradicionais de ensino. Não é fácil romper com velhas fórmulas de ensino, racismo e a discriminação que atinge a todos.

No início do século XXI, quando o Brasil revela avanços na implementação da democracia e na superação das desigualdades sociais e raciais, é também um dever democrático da educação escolar e das instituições públicas e privadas de ensino a execução de ações, projetos, práticas, novos desenhos curriculares e novas posturas pedagógicas que atendam ao preceito legal da educação como um direito social e inclua nesse processo, o direito à diferença. Há uma necessidade de buscar uma educação que consiga realizar o diálogo entre nossas diferentes formas de ser brasileiros e que aprenda a partir dos próprios desafios que essa diversidade nos coloca, que só assim poderá realizar a difícil tarefa de interculturalidade.

Juliana Teixeira
Graduated in Biology and Pedagogy, she has been working as an English teacher since 2006. She has worked with ESL at well known language institutes with children, teens and adults. Juliana is part of bilingual education team at Colégio Renascença and works as a teacher and coordinator at Global Coaching Idiomas.