Métodos alternativos de ensino vêm sendo estudados desde os anos 60 e inseridos em escolas mundiais com mais relevância a partir do final da década de 70 e início da de 80. Com propostas modernas, essas pedagogias priorizam o estímulo dos talentos pessoais, as artes, o contato com a natureza e o lado emocional dos alunos.

Esses métodos são muito semelhantes, mas vale a pena saber como eles diferem. Todas estas metodologias utilizam “projetos” pedagógicos como forma de motivar os alunos, trabalhando com materiais naturais, com o lúdico e com vivências.

Reggio Emilia

A filosofia de Reggio Emilia é baseada no seguinte conjunto de princípios:

– As crianças devem ter algum controle sobre a direção de sua aprendizagem;
– As crianças devem ser capazes de aprender através de experiências de tocar, mover, escutar e observar;
– As crianças têm um relacionamento com outras crianças e com itens materiais no mundo que devem poder explorar;
– As crianças devem ter infinitas maneiras e oportunidades para se expressarem.

– As crianças são os protagonistas

– Estudo através de projetos

Pikler

A abordagem Pikler apresenta uma atenção especial para construção da autonomia dos bebês e crianças de 0 a 3 anos.

– Respeito de ser mostrado aos bebês em todos os momentos – e esclarecer o que isso significa.
– A importância da maneira em que o bebê é tocado e apoiado é importante do nascimento até o período de dois anos.
– Nenhum bebê precisa de “ajuda” para alcançar seus marcos na vida. Podemos, no entanto, apoiá-los com paciência.

Montessori

Nesse método a criança é o centro do universo (educacional). Os professores não ensinam as aulas como tal, mas são guias que acompanham o aluno em sua própria “carreira educacional” e trabalhando para o desenvolvimento holístico da criança. Por meio dele, alunos de diferentes idades aprendem conceitos matemáticos, linguísticos, históricos, biológicos etc. Através dessa linha de pensamento, as crianças se divertem e se descobrem, movimentam-se livremente, são desafiadas, confraternizam e colaboram. Fazendo isso, aprendem, percebem seu potencial e florescem.

Waldorf

Waldorf é baseado no jogo. Aprenda brincando, em todos os momentos e desenvolvendo a imaginação. A brincadeira livre e simbólica é o centro da educação da criança, especialmente até os 7 anos de idade.

Embora as pedagogias Montessori e Waldorf acreditem que as crianças precisam de uma conexão com o ambiente, Montessori se concentra em experiências da vida real e Waldorf enfatiza a imaginação e a fantasia da criança.

A forma como a introdução da língua estrangeira é feita na vida das crianças é importante e é aí que entra o diferencial do método com o qual esse processo irá caminhar. Entenda que nenhum desses métodos foi especificamente elaborado para a aprendizagem de idiomas, mas esse conhecimento pode ser assimilado facilmente por meio deles.

A língua materna e a língua estrangeira precisam ser sentidas e experimentadas pela criança e esses métodos saem da teoria do ensino tradicional e trazem a prática permitindo um contato gradual com a língua estrangeira, garantindo que os pequenos desenvolvam suas habilidades linguísticas intuitivamente.

Ao escolher uma escola para o filho, os pais devem sempre prestar atenção na linha pedagógica seguida pela instituição. Mas, é importante não se prender a rótulos e analisar de perto as práticas realizadas em salas de aula para, então, decidir se as atividades são coerentes aos princípios da família.

Referências
http://www.earlychildhoodeducation.co.uk/steiner-education-approach.htmlhttp://www.parentingworx.co.nz/fantastic-reading/emmi-piklers-8-guiding-principles/

https://locaacademiafamiliar.com/2018/montessori-waldorf-reggio-emilia-diferencias-entre-los-metodos-pedagogicos-alternativos/

https://lunetas.com.br/saiba-diferenciar-tipos-de-ensino-e-acerte-na-escolha-por-escola/

https://escolainfantilmontessori.com.br/blog/ensino-de-linguas-estrangeiras-na-abordagem-montessoriana/